Ombudsman da Folha de S. Paulo diz que jornal impresso está morrendo

Flávia Lima revela que o jornal impresso perdeu praticamente 80% de seus assinantes, desde o ano 2000

Em 2000, a Folha contava, em média, com 440.655 assinantes no formato impresso. Desde então, mais de 350.000 assinaturas foram perdidas no papel—mais do que toda a circulação atual da Folha”, aponta a ombudsman Flávia Lima, em artigo que escancara a tendência de morte dos jornais impressos

É o que se depreende da coluna da ombudsman da Folha de S. Paulo, Flávia Lima, publicada neste domingo, em que ele revela que o jornal impresso perdeu praticamente 80% de seus assinantes, desde o ano 2000, em que a internet começou a se popularizar de vez.

A assinatura do impresso custa hoje cerca de quatro vezes a do digital. É certo que o jornal digital quase não tem custos de impressão e distribuição, mas vive à base de tecnologia —além de gastos fixos, como a mão de obra. As assinaturas e os preços cobrados no digital são suficientes para cobrir esses gastos?”, questiona.

Outro ponto importante é o fato de a Folha ter tentado explorar seus atritos com Jair Bolsonaro – que não entram na política econômica – para ganhar mais assinantes. Novembro, mês em que o presidente subiu o tom contra o jornal, foi um dos melhores do ano, com 2.640 novas assinaturas. “Nos momentos de ataques mais diretos à Folha, houve mobilização do público nos dias seguintes”, diz Antonio Manuel Teixeira Mendes, superintendente do Grupo Folha.

referência: Folha de São Paulo

Curvelo (MG) 30/12/2019 – 07:53h


José Carlos Martins

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