O que o Intercept, a Folha e Reinaldo Azevedo ainda não entenderam

Greenwald e sua turma ainda não entenderam que estão falando e fazendo barulho exclusivamente para uma turma de convertidos

Aqueles que já tinham opinião formada sobre a Lava-jato e que veem em qualquer fato uma prova de que a operação queria “prender o PT”.

Já as pessoas normais leem as mensagens, basicamente, de duas formas. A primeira diz respeito aos réus, aos processos e aos autos, e a segunda diz respeito à defesa da operação em si.

É razoavelmente óbvio que não há, nos diálogos vazados, qualquer prova ou evidência de prejuízo aos réus, de provas forjadas, de viés forçado e de cartas marcadas. Lula teve sua prisão corroborada por unanimidade em três instâncias. Isso mostra a força do conjunto probatório e a lisura do processo.

Já com relação à parte das conversas em que tratam da defesa coordenada da operação, não há nada de errado. Eles estão certíssimos e devemos agradecê-los por sua atuação.

Todos os que acompanharam a Lava-jato desde o seu início sabem que a operação tem inimigos entre as mais poderosas corporações brasileiras. Até hoje é assim. Essas mensagens roubadas provam isso.

E essas tentativas de desestabilizar a operação não ocorreram “nos autos”. A compra de matérias, embargos auriculares, conversas entre réus e cúpulas superiores (algumas gravadas e vazadas), a mobilização de “movimentos sociais” pelo PT, os artistas convertidos, as passeatas etc., não estão nos autos. São ações que correm fora do processo. É óbvio.

A força-tarefa não consegue se proteger desse tipo de iniciativa, que poderia, com grande facilidade, acabar com a operação (como acabou com todas as outras), se manifestando “nos autos”.

E nem deveria, pois a defesa institucional da operação (que envolve tanto o juízo quanto o MPF), não está e nem precisa estar nos autos. Não é processo, é relações públicas, prestação de contas à sociedade.

O que vimos nos diálogos foi, tão somente, conversas sobre como enfrentar iniciativas que buscavam destruir a operação, fora do processo, fora do sistema legal, iniciativas pelo controle de narrativas e pela conquista da opinião pública.

É irracional querer cobrar de Moro e do MPF que não buscassem estratégias para defender a operação. Mais irracional ainda é achar que se protegeriam de ações não processuais “nos autos”.

A operação fez o necessário para enfrentar iniciativas “não-jurídicas” que buscavam destruí-la. Só isso. Os réus e seus direitos foram preservados.

Por isso o apoio à operação continua firme e forte.

Seria diferente se os diálogos revelassem, de fato, manipulação dos autos, provas forjadas ou coação de testemunhas (oferecer delação é instrumento legal, não é coação).

O problema é que, se os veículos aparecerem agora com algum diálogo que possa, de fato, comprometer a atuação da força-tarefa, a contra-narrativa já está perfeitamente montada.

O viés do juiz contra os réus, dentro do processo, não ficou provado, mas o viés de Greenwald, Folha, Reinaldo e afins é absolutamente evidente. Não enganam ninguém. Ninguém vai acreditar em quem diz querer a verdade, mas, obviamente, só tem um único objetivo: destruir a lava-jato.

E assim segue o Brasil, refém de Lula. Mais uma vez.

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O texto acima é de Paulo Portinho e foi postado no facebook em 23/06.

Portinho é autor de texto compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro no início de maio-, que diz que o Brasil é “ingovernável” sem “conchavos”

Curvelo 24/06/2019 19:53h

José Carlos Martins

Economista graduado pela PUC-MG, pós graduando em Engenharia de Produção ,técnico em administração de empresas, ex- reservista TG 04/29 Exército Brasileiro .Membro do grupo Direita Curvelo desde outubro 2017. Cristão , conservador
José Carlos Martins

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